O caso que chocou o Norte catarinense no início do ano teve um novo e decisivo capítulo jurídico. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) formalizou a denúncia contra o tutor da cadela Bonnie, encontrada enterrada viva e grávida em um condomínio no bairro Jardim Paraíso.
A denúncia, apresentada pela 21ª Promotoria de Justiça, acusa o tutor pelo crime de maus-tratos, destacando não apenas o soterramento, mas uma série de omissões cruéis que antecederam o fato.
As investigações revelaram que o sofrimento de Bonnie começou muito antes de ser soterrada. De acordo com o MPSC, a cadela — sem raça definida e em estágio avançado de gestação — apresentava um quadro clínico gravíssimo que foi ignorado pelo responsável:
Sintomas: Rigidez nos membros, febre alta (hipertermia), apatia severa e incapacidade de se alimentar ou locomover.
Negligência: Mesmo ciente do estado do animal, o tutor não buscou auxílio veterinário, público ou de ONGs, abandonando-a em uma área comum do condomínio.
O tutor já havia sido preso em flagrante pela Polícia Civil no dia 6 de fevereiro, data do resgate. Agora, com a denúncia oficial, a Promotoria busca:
Condenação criminal por maus-tratos a animais;
Pagamento de indenização por danos morais coletivos;
Perda definitiva da guarda do animal.
O caso ainda possui frentes de investigação abertas pela DPCAMI. Autoridades apuram a possível participação de adolescentes no crime, além do envolvimento de uma mulher que prestava serviços no condomínio onde o animal foi localizado.
Estado de Saúde: Bonnie foi resgatada em estado gravíssimo após o alerta de uma moradora. O caso tornou-se símbolo da luta contra a crueldade animal na região de Joinville.